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	<title>Direito Medico - Mendes &amp; Silveira Advogados</title>
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		<title>Direitos dos médicos no front do atendimento: descanso, imagem, respeito e condições de trabalho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[MSADV]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Sep 2025 05:43:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito Medico]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Direito Médico &#38; Saúde Por Mendes &#38; Silveira Advogados Associados Nos prontos-atendimentos e ambulatórios, onde a pressão é maior, o médico não perde a condição de titular de direitos da personalidade e de direitos trabalhistas/funcionais. Reconhecer essas garantias é essencial para a segurança assistencial e para a qualidade do cuidado. 1) Direito ao descanso e à preservação da capacidade decisória A pausa programada não é favor; é requisito de segurança clínica. A legislação trabalhista e os regimes/estatutos aplicáveis asseguram intervalos e descanso entre jornadas, compatibilizados com a natureza do plantão. A gestão deve prever cobertura mínima durante as pausas, pois profissional exausto erra mais — e isso interessa ao paciente, ao hospital e ao próprio médico. 2) Direito à imagem, à privacidade e ao sigilo assistencial Ambientes assistenciais expõem pacientes, prontuários e telas com dados sensíveis. Por isso, a captura e a difusão de imagens de profissionais e pacientes, dentro do hospital, estão sujeitas à proteção constitucional da imagem e da intimidade, às regras de sigilo médico e à legislação de dados pessoais. A divulgação não autorizada que exponha o médico no exercício profissional — especialmente fora de contexto — pode gerar responsabilização civil de quem a promoveu e de quem deu publicidade. 3) Direito ao respeito e à dignidade no trabalho Ofensas, intimidações e constrangimentos contra médicos e equipes ferem a dignidade do trabalho em saúde e não se confundem com o direito de reclamar. O debate público é legítimo; a personalização de ataques a profissionais em serviço, não. [&#8230;]</p>
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<p>Direito Médico &amp; Saúde</p>



<h1 class="wp-block-heading"></h1>



<p><em>Por Mendes &amp; Silveira Advogados Associados</em></p>



<p>Nos prontos-atendimentos e ambulatórios, onde a pressão é maior, o médico não perde a condição de titular de <strong>direitos da personalidade</strong> e de <strong>direitos trabalhistas/funcionais</strong>. Reconhecer essas garantias é essencial para a segurança assistencial e para a qualidade do cuidado.</p>



<h2 class="wp-block-heading">1) Direito ao descanso e à preservação da capacidade decisória</h2>



<p>A <em>pausa programada</em> não é favor; é requisito de <strong>segurança clínica</strong>. A legislação trabalhista e os regimes/estatutos aplicáveis asseguram intervalos e descanso entre jornadas, compatibilizados com a natureza do plantão. A gestão deve prever <em>cobertura mínima</em> durante as pausas, pois <strong>profissional exausto erra mais</strong> — e isso interessa ao paciente, ao hospital e ao próprio médico.</p>



<h2 class="wp-block-heading">2) Direito à imagem, à privacidade e ao sigilo assistencial</h2>



<p>Ambientes assistenciais expõem pacientes, prontuários e telas com <em>dados sensíveis</em>. Por isso, a <strong>captura e a difusão de imagens</strong> de profissionais e pacientes, dentro do hospital, estão sujeitas à proteção constitucional da <strong>imagem</strong> e da <strong>intimidade</strong>, às regras de sigilo médico e à legislação de dados pessoais. A divulgação não autorizada que exponha o médico no exercício profissional — <em>especialmente fora de contexto</em> — pode gerar responsabilização civil de quem a promoveu e de quem deu publicidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading">3) Direito ao respeito e à dignidade no trabalho</h2>



<p>Ofensas, intimidações e constrangimentos contra médicos e equipes ferem a <strong>dignidade do trabalho em saúde</strong> e não se confundem com o direito de reclamar. O debate público é legítimo; a <em>personalização de ataques</em> a profissionais em serviço, não. Em casos de incidentes, espera-se da instituição <strong>políticas claras</strong> de relacionamento com usuários, ouvidoria atuante e <em>suporte à equipe</em>, inclusive jurídico.</p>



<h2 class="wp-block-heading">4) “Fiscalização”, palanque e uso político do sofrimento</h2>



<p>Autoridades e agentes públicos podem acompanhar políticas de saúde, mas <strong>não possuem licença</strong> para violar sigilo, tumultuar fluxos assistenciais ou transformar o hospital em <em>palco</em>. A presença institucional deve ser coordenada com a direção técnica, resguardando a <strong>privacidade de pacientes e profissionais</strong>. Exposições públicas indevidas de médicos — por foto, vídeo ou “lives” — maculam a confiança social no serviço e podem configurar <em>abuso de direito</em>, com dever de reparar.</p>



<h2 class="wp-block-heading">5) O que é liberdade de expressão — e o que não é</h2>



<p>Críticas a serviços e políticas cabem na democracia. Contudo, a gravação e a difusão de imagens <strong>em área assistencial</strong>, com identificação de médicos e pacientes, têm limites jurídicos objetivos: proteção da imagem, sigilo profissional e dados sensíveis. Quando ultrapassados, <strong>há ilicitude</strong> e surgem consequências: retirada de conteúdo, retratação e indenização.</p>



<p><strong>Essência:</strong> defender a <em>imagem</em>, o <em>descanso</em> e o <em>respeito</em> ao médico não antagoniza com o direito de informação do paciente; cria um ambiente seguro para todos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">6) Papel das instituições de saúde</h2>



<p>Hospitais e UPAs devem possuir <strong>políticas internas</strong> sobre (i) registro de imagens; (ii) circulação de imprensa e autoridades; (iii) manejo de conflitos com usuários; e (iv) proteção de pausas e áreas de descanso. Regras claras, comunicadas à comunidade, <em>reduzem atrito e judicialização</em> — e preservam o núcleo do cuidado.</p>



<h2 class="wp-block-heading">7) Quando buscar assessoria jurídica</h2>



<p>Procure o jurídico do hospital ou seu advogado de confiança quando houver:</p>



<p>exposição pública indevida de imagem do médico; campanhas difamatórias nas redes; assédio ou ameaça durante o atendimento; visitas políticas que desorganizem o fluxo; descumprimento sistemático de pausas e condições mínimas de trabalho.</p>



<h2 class="wp-block-heading">8) Compromisso com o cuidado e com quem cuida</h2>



<p>Defender a privacidade, o descanso e o respeito ao médico <em>não antagoniza</em> com o direito do paciente à informação e ao <em>controle social</em> da saúde pública. Ao contrário: <strong>ambiente protegido</strong> é condição para decisões clínicas responsáveis e para um atendimento verdadeiramente humanizado.</p>



<p><strong>Mendes &amp; Silveira Advogados Associados</strong><br>Atuação em <em>Direito Médico e da Saúde</em> · Consultivo e Contencioso</p>



<p><a href="tel:+5567998126980">(67) 99812-6980</a>Instagram/YouTube: <strong>@mendessilveiraadv</strong></p>



<p>Este texto tem caráter informativo e não substitui análise jurídica específica de cada caso.</p>
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		<title>O que todo médico precisa saber ao prestar serviço para a Prefeitura</title>
		<link>https://mendessilveiraadv.com.br/o-que-todo-medico-precisa-saber-ao-prestar-servico-para-a-prefeitura/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[MSADV]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Sep 2025 05:39:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito Medico]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Contratos, metas e licitações: o que todo médico precisa saber ao prestar serviço para a Prefeitura Guia prático para médicos na rede municipal Contratos, metas e licitações: o que todo médico precisa saber ao prestar serviço para a Prefeitura Por que importa. Para médicos recém-formados, atuar na rede municipal é oportunidade de experiência e impacto social. Mas contratos mal compreendidos geram glosas, atrasos de pagamento e conflitos. Este artigo reúne o essencial para ingressar e trabalhar com segurança jurídica e administrativa — sem substituir orientação específica para casos concretos. Sumário 1. Introdução 2. Como o médico entra no serviço municipal 3. O que a Lei 14.133/2021 muda na prática 4. Cláusulas que mais afetam o dia a dia 5. Tributação essencial 6. Documentação assistencial que sustenta o contrato 7. Conflitos de interesse e ética profissional 8. Estudos de caso (opcional) Conclusão 1. Introdução A atenção primária e os serviços de urgência/emergência municipais vivem expansão e rotatividade de equipes. Nesse cenário, o médico lida com editais, contratos, metas assistenciais e fluxos de faturamento. Sem familiaridade, surgem problemas: produtividade não reconhecida, glosas por documentação, prazos de pagamento confusos e dúvidas tributárias. Este texto oferece um panorama prático de como entrar, o que a Lei 14.133/2021 muda no dia a dia, quais cláusulas exigem atenção, como funcionam as retenções e quais cuidados documentais reduzem riscos. 2. Como o médico entra no serviço municipal 2.1 Credenciamento (chamamento público) Normalmente aberto e contínuo, o profissional adere às condições do edital e recebe por produção ou [&#8230;]</p>
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<title>Contratos, metas e licitações: o que todo médico precisa saber ao prestar serviço para a Prefeitura</title>
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    <article class="card">
      <span class="badge">Guia prático para médicos na rede municipal</span>
      <h1><span class="title-accent">Contratos, metas e licitações</span>: o que todo médico precisa saber ao prestar serviço para a Prefeitura</h1>

      <p class="lead"><strong>Por que importa.</strong> Para médicos recém-formados, atuar na rede municipal é oportunidade de experiência e impacto social. Mas contratos mal compreendidos geram <span class="hl">glosas</span>, <span class="hl2">atrasos de pagamento</span> e conflitos. Este artigo reúne o essencial para ingressar e trabalhar com segurança jurídica e administrativa — sem substituir orientação específica para casos concretos.</p>

      <!-- Sumário -->
      <section class="toc">
        <strong>Sumário</strong>
        <a href="#intro">1. Introdução</a>
        <a href="#formas">2. Como o médico entra no serviço municipal</a>
        <a href="#lei14133">3. O que a Lei 14.133/2021 muda na prática</a>
        <a href="#clausulas">4. Cláusulas que mais afetam o dia a dia</a>
        <a href="#tributacao">5. Tributação essencial</a>
        <a href="#documentacao">6. Documentação assistencial que sustenta o contrato</a>
        <a href="#etica">7. Conflitos de interesse e ética profissional</a>
        <a href="#casos">8. Estudos de caso (opcional)</a>
        <a href="#conclusao">Conclusão</a>
      </section>

      <section id="intro">
        <h2>1. Introdução</h2>
        <p>A atenção primária e os serviços de urgência/emergência municipais vivem expansão e rotatividade de equipes. Nesse cenário, o médico lida com <strong>editais</strong>, <strong>contratos</strong>, <strong>metas assistenciais</strong> e <strong>fluxos de faturamento</strong>.</p>
        <p>Sem familiaridade, surgem problemas: produtividade não reconhecida, glosas por documentação, prazos de pagamento confusos e dúvidas tributárias. Este texto oferece um panorama prático de <em>como entrar</em>, o que a <strong class="hl2">Lei 14.133/2021</strong> muda no dia a dia, quais cláusulas exigem atenção, como funcionam as retenções e quais cuidados documentais reduzem riscos.</p>
      </section>

      <section id="formas">
        <h2>2. Como o médico entra no serviço municipal</h2>

        <h3>2.1 Credenciamento (chamamento público)</h3>
        <p>Normalmente <strong>aberto e contínuo</strong>, o profissional adere às condições do edital e recebe por produção ou parâmetros definidos. Foque em <strong>limites de agenda</strong>, <strong>critérios de glosa</strong> e <strong>reajuste</strong>. O descredenciamento deve ser motivado e seguir as regras publicadas.</p>

        <h3>2.2 Contratação direta pela Lei 14.133/2021</h3>
        <p>A lei prevê <strong>dispensa</strong> e <strong>inexigibilidade</strong>. Em termos simples: dispensa afasta licitação por hipóteses legais; inexigibilidade ocorre quando não há competição viável (ex.: notória especialização, quando cabível). Em ambos, é exigido <strong>processo formal</strong> e <strong>publicidade</strong>, comuns em emergências e desassistência.</p>

        <h3>2.3 Via OS/OSC (gestão indireta)</h3>
        <p>Quando há <strong>Organização Social</strong> ou <strong>OSC</strong>, o contrato é firmado com a entidade (e não com o Município). As <span class="hl">metas e indicadores</span> do contrato de gestão “descem” para o seu contrato, impactando produtividade, relatórios e remuneração. Leia <em>dois</em> documentos: o seu contrato e o contrato de gestão.</p>
      </section>

      <section id="lei14133">
        <h2>3. O que a Lei 14.133/2021 muda na prática</h2>
        <p>Reforça o <strong>planejamento</strong> via <strong>termo de referência</strong>: objeto, qualidade esperada, métricas de desempenho, forma de medição e preço. Isso define como a produção será aferida e quando o pagamento é liberado.</p>
        <p>Há <strong>gestão</strong> e <strong>fiscalização</strong> do contrato, com um <strong>fiscal/gestor</strong> que <span class="ok"><strong>atesta</strong> a execução</span> — o atesto é pré-requisito do pagamento. Em mudanças relevantes (ex.: aumento abrupto de insumos ou carga), pode haver <strong class="hl">reequilíbrio econômico-financeiro</strong>, se previsto e justificado.</p>
        <p>Quanto a <strong>aditivos</strong> e <strong>prorrogações</strong>, há limites legais. A <strong>transparência</strong> é regra: editais, contratos e aditivos devem estar em portais oficiais — consulte antes de assinar.</p>
      </section>

      <section id="clausulas">
        <h2>4. Cláusulas que mais afetam o dia a dia</h2>

        <h3>4.1 Objeto e escopo assistencial</h3>
        <p>Defina com precisão <strong>locais</strong>, <strong>carga horária</strong>, <strong>plantões</strong>, <strong>sobreaviso</strong> e <strong>telemedicina</strong> (se houver). Descrições vagas geram interpretações divergentes e cobranças indevidas.</p>

        <h3>4.2 Metas, produtividade e glosa</h3>
        <p>Metas podem envolver volume de consultas, procedimentos e indicadores da APS (ex.: pré-natal adequado, controle de crônicos, vacinação). A medição deve casar com <strong>e-SUS/PEC</strong> e relatórios da unidade. <span class="alert"><strong>Glosa</strong> = rejeição de parte do faturamento por documentação insuficiente.</span> O contrato precisa dizer <em>quando</em> glosar, <em>como</em> contestar e <em>em quanto tempo</em>.</p>

        <h3>4.3 Reajuste e prazos de pagamento</h3>
        <p>Exija <strong>índice</strong> e <strong>data-base</strong>. Fluxo típico: relatório → <strong>atesto</strong> → nota/fatura → liquidação. Os prazos de cada fase devem ser claros, inclusive <span class="hl2">juros e correção por atraso</span>.</p>

        <h3>4.4 Rescisão e sanções</h3>
        <p>Podem ser unilaterais, por descumprimento ou interesse público, desde que motivadas. É saudável prever <strong>mediação administrativa</strong> antes do litígio. Multas precisam ser proporcionais; o <strong>saldo produzido</strong> até a rescisão costuma ser devido se atestado.</p>

        <h3>4.5 Responsabilidade técnica, prontuário e LGPD</h3>
        <p>A prática médica é, em regra, <strong>obrigação de meio</strong>. Guarda do <strong>prontuário</strong>, <strong>sigilo</strong>, <strong>compartilhamento</strong> com a equipe e <strong>notificações compulsórias</strong> seguem CFM e <strong>LGPD</strong>. Em auditorias, prontuários completos e coerentes com a produção são a melhor defesa.</p>
      </section>

      <section id="tributacao">
        <h2>5. Tributação essencial (sem juridiquês)</h2>
        <p>Varia conforme você atue como <strong>pessoa física</strong> ou <strong>pessoa jurídica</strong>. O <strong>IRRF</strong> pode ser retido na fonte, com códigos e bases distintas. O <strong>ISS</strong> (LC 116/2003), em regra, é devido no <strong>local da execução</strong>: verifique alíquota e se há <strong>retenção</strong>.</p>
        <p>Se o texto indicar <em>postos fixos</em>, subordinação e dedicação exclusiva nas dependências do tomador, pode caracterizar <span class="alert"><strong>cessão de mão de obra</strong> para fins previdenciários</span>, gerando retenções específicas de <strong>INSS</strong>.</p>
        <p>Em geral, a emissão de <strong>nota fiscal</strong> depende do <span class="ok"><strong>atesto</strong> do fiscal</span>. Sem atesto, não há liquidação.</p>
      </section>

      <section id="documentacao">
        <h2>6. Documentação assistencial que sustenta o contrato</h2>
        <p>Garanta compatibilidade entre <strong>agenda/produção</strong>, <strong>prontuário</strong> e <strong>relatórios</strong>. Registros clínicos devem conter anamnese, hipóteses diagnósticas, condutas e, quando aplicável, <strong>consentimento informado</strong>.</p>
        <p>Em ambientes com metas do <strong>Previne Brasil</strong>, a qualidade do cadastro territorial e do registro no <strong>e-SUS</strong> afeta diretamente o reconhecimento da produção. Respeite prazos legais de guarda e assegure rastreabilidade para auditorias.</p>
      </section>

      <section id="etica">
        <h2>7. Conflitos de interesse e ética profissional</h2>
        <p>Quem também atua no <strong>privado conveniado</strong> deve evitar indução de pacientes do SUS e manter separação de agendas. Observe regras locais sobre nepotismo/impedimentos. Na <strong>comunicação profissional</strong>, adote tom <em>informativo</em> e <em>sóbrio</em>, sem promessa de resultado — alinhado ao CEM/CFM e, quando houver conteúdo jurídico informativo, à ética da OAB.</p>
      </section>

      <section id="casos">
        <h2>8. Dois estudos de caso curtos (opcional)</h2>
        <p><strong>Caso A — glosa por divergência documental.</strong> Produção elevada informada no sistema, mas parte dos prontuários sem registro de conduta/CID. Resultado: <span class="alert"><strong>glosa parcial</strong></span>. Solução: padronizar notas evolutivas e fazer conferência semanal coordenação–médicos.</p>
        <p><strong>Caso B — reequilíbrio por expansão de turno.</strong> Ampliação do horário sem ajuste financeiro elevou custos. Com base na cláusula de <span class="hl">equilíbrio econômico-financeiro</span>, apresentou-se memória de cálculo e histórico de demanda. Desfecho: aditivo com valores e metas revistos.</p>
      </section>

      <section id="conclusao">
        <h2>Conclusão</h2>
        <p>Trabalhar com prefeituras exige domínio básico de <strong>editais</strong>, <strong>contratos</strong> e <strong>metas</strong>. Quando o <strong>objeto</strong> é claro, a <strong>medição</strong> é objetiva e a <strong>documentação clínica</strong> é coerente, a previsibilidade aumenta e o risco de glosas cai.</p>
        <p>Antes de assinar, leia o termo de referência/edital, confirme quem é o <strong>fiscal</strong> e como funciona o <strong>atesto</strong>, entenda <strong>reajuste</strong> e <strong>prazos</strong> e alinhe registros com a coordenação da unidade. Em pontos cinzentos, formalize dúvidas por escrito.</p>
      </section>

      <hr style="border:none;border-top:1px solid var(--border);margin:24px 0">

      <section class="refs footer">
        <h3>Referências (consulta recomendada)</h3>
        <p><code>Lei nº 14.133/2021</code> — Licitações e Contratos Administrativos.</p>
        <p><code>LC nº 116/2003</code> — ISS (lista de serviços e competência).</p>
        <p><code>Regulamento do IRRF</code> e normativas municipais sobre retenções.</p>
        <p><code>Resoluções do CFM</code> (prontuário/telemedicina) e <code>LGPD — Lei nº 13.709/2018</code>.</p>
       
<p>The post <a href="https://mendessilveiraadv.com.br/o-que-todo-medico-precisa-saber-ao-prestar-servico-para-a-prefeitura/">O que todo médico precisa saber ao prestar serviço para a Prefeitura</a> appeared first on <a href="https://mendessilveiraadv.com.br">Mendes &amp; Silveira Advogados</a>.</p>
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		<title>Levei calote da Prefeitura</title>
		<link>https://mendessilveiraadv.com.br/teste/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[MSADV]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Sep 2025 02:13:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito Medico]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Levei calote da Prefeitura” — o que o médico recém-formado pode fazer agora Se você atendeu, emitiu nota e não recebeu, isso é comum — e não é culpa sua. Nosso time resolve. Reconheceu estes sinais? Calma: há caminho técnico para organizar, cobrar e receber sem desgaste pessoal. Como ajudamos (objetivo e direto) 1) Diagnóstico rápido do contrato/credenciamento, notas e histórico para definir por onde o pagamento deve sair mais rápido. 2) Cobrança institucional com protocolos e linguagem adequada — você não precisa se expor a gestor local. 3) Judicial quando necessário para valores vencidos, com atualização e acompanhamento até RPV ou precatório. 4) Acompanhamento: você recebe atualizações claras do que foi feito e do que falta. Quando faz sentido falar com a gente UBS, UPA, hospital municipal, ambulatório, CAPS, programas municipais e plantões. Se houve serviço prestado e controle de produção, é possível estruturar a recuperação do crédito. O que enviar no primeiro contato Foto ou PDF de: contrato/credenciamento (o que tiver assinado), notas/recibos com os meses em aberto e algum comprovante de entrega (protocolo ou e-mail). Sem tudo isso? A gente ajuda a completar. Quer que a gente toque isso por você? Fale com nosso escritório: WhatsApp (67) 99812-6980 ou ligue agora. Atuação personalizada e técnica. Sem promessas mágicas — trabalho jurídico do começo ao fim.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h1 class="wp-block-heading">“Levei calote da Prefeitura” — o que o médico recém-formado pode fazer agora</h1>



<p><em>Se você atendeu, emitiu nota e não recebeu, isso é comum — e não é culpa sua. Nosso time resolve.</em></p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://via.placeholder.com/1200x630.png?text=M%C3%A9dicos+x+Prefeitura:+como+receber" alt="Médicos x Prefeitura: como receber sem desgaste"/></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Reconheceu estes sinais?</h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>“<strong>Semana que vem paga</strong>” repetido há meses.</li>



<li><strong>Troca de gestão</strong> e tudo “parou no financeiro”.</li>



<li>Você já <strong>emitiu nota</strong>, tem produção, e nada cai.</li>



<li>Pedido para <strong>continuar atendendo</strong> sem quitar o atrasado.</li>
</ul>



<p>Calma: <strong>há caminho técnico</strong> para organizar, cobrar e receber sem desgaste pessoal.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como ajudamos (objetivo e direto)</h2>



<p><strong>1) Diagnóstico rápido</strong> do contrato/credenciamento, notas e histórico para definir por onde o pagamento deve sair mais rápido.</p>



<p><strong>2) Cobrança institucional</strong> com protocolos e linguagem adequada — você não precisa se expor a gestor local.</p>



<p><strong>3) Judicial quando necessário</strong> para valores vencidos, com atualização e acompanhamento até <strong>RPV</strong> ou <strong>precatório</strong>.</p>



<p><strong>4) Acompanhamento</strong>: você recebe atualizações claras do que foi feito e do que falta.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quando faz sentido falar com a gente</h2>



<p>UBS, UPA, hospital municipal, ambulatório, CAPS, programas municipais e plantões. Se houve <strong>serviço prestado</strong> e controle de produção, é possível estruturar a recuperação do crédito.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que enviar no primeiro contato</h2>



<p>Foto ou PDF de: <strong>contrato/credenciamento</strong> (o que tiver assinado), <strong>notas/recibos</strong> com os <strong>meses em aberto</strong> e algum <strong>comprovante de entrega</strong> (protocolo ou e-mail). Sem tudo isso? A gente ajuda a completar.</p>



<p><strong>Quer que a gente toque isso por você?</strong> Fale com nosso escritório: <a href="https://wa.me/5567998126980">WhatsApp (67) 99812-6980</a> ou <a href="tel:+5567998126980">ligue agora</a>.</p>



<p>Atuação personalizada e técnica. Sem promessas mágicas — trabalho jurídico do começo ao fim.</p>
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