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	<title>Tributario - Mendes &amp; Silveira Advogados</title>
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	<lastBuildDate>Fri, 03 Apr 2026 16:53:06 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Sua empresa vai pagar mais ou menos imposto com a reforma?</title>
		<link>https://mendessilveiraadv.com.br/sua-empresa-vai-pagar-mais-ou-menos-imposto-com-a-reforma/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[MSADV]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Apr 2026 16:53:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tributario]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Essa é, provavelmente, a pergunta que mais empresários estão fazendo quando ouvem falar em reforma tributária. E também é a pergunta que mais costuma receber resposta apressada, rasa ou genérica. Na prática, não existe resposta séria sem olhar a realidade da empresa. A reforma tributária não afeta todos os negócios da mesma forma. Algumas empresas podem sentir aumento de custo. Outras podem enxergar ganho de eficiência. Em muitos casos, o impacto não estará apenas no valor nominal do imposto, mas na forma como a empresa compra, vende, contrata, precifica e organiza sua operação. Por isso, a pergunta correta não é apenas se a empresa vai pagar mais ou menos imposto. A pergunta certa é: como a reforma vai impactar economicamente a operação da empresa? Quando o empresário quer uma resposta simples para um problema que não é simples É natural que o empresário queira objetividade. Ele quer saber se a reforma será boa ou ruim para o seu negócio. O problema é que essa resposta depende de vários fatores que mudam de empresa para empresa. Setor de atuação, regime tributário, perfil dos clientes, cadeia de fornecedores, possibilidade de aproveitamento de créditos, margem de lucro, estrutura contratual, operação em mais de um estado ou município, tudo isso interfere. Duas empresas com faturamento parecido podem sentir impactos completamente diferentes. Por isso, qualquer resposta dada de forma genérica tende a induzir o empresário ao erro. O que serve para um negócio pode ser ruim para outro. Quando a carga não parece aumentar, mas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Essa é, provavelmente, a pergunta que mais empresários estão fazendo quando ouvem falar em reforma tributária. E também é a pergunta que mais costuma receber resposta apressada, rasa ou genérica.</p>



<p>Na prática, não existe resposta séria sem olhar a realidade da empresa.</p>



<p>A reforma tributária não afeta todos os negócios da mesma forma. Algumas empresas podem sentir aumento de custo. Outras podem enxergar ganho de eficiência. Em muitos casos, o impacto não estará apenas no valor nominal do imposto, mas na forma como a empresa compra, vende, contrata, precifica e organiza sua operação.</p>



<p>Por isso, a pergunta correta não é apenas se a empresa vai pagar mais ou menos imposto. A pergunta certa é: <strong>como a reforma vai impactar economicamente a operação da empresa?</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">Quando o empresário quer uma resposta simples para um problema que não é simples</h2>



<p>É natural que o empresário queira objetividade. Ele quer saber se a reforma será boa ou ruim para o seu negócio. O problema é que essa resposta depende de vários fatores que mudam de empresa para empresa.</p>



<p>Setor de atuação, regime tributário, perfil dos clientes, cadeia de fornecedores, possibilidade de aproveitamento de créditos, margem de lucro, estrutura contratual, operação em mais de um estado ou município, tudo isso interfere.</p>



<p>Duas empresas com faturamento parecido podem sentir impactos completamente diferentes.</p>



<p>Por isso, qualquer resposta dada de forma genérica tende a induzir o empresário ao erro. O que serve para um negócio pode ser ruim para outro.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quando a carga não parece aumentar, mas a margem diminui</h2>



<p>Essa é uma situação muito real.</p>



<p>Às vezes, o empresário olha apenas para o percentual do tributo e conclui que a mudança não foi tão relevante. Só que o problema pode aparecer em outro lugar. A empresa continua emitindo nota, continua vendendo, continua faturando, mas passa a perceber que sua margem encolheu.</p>



<p>Isso pode acontecer porque a precificação não foi revisada, porque o contrato não permitiu repasse, porque o custo da cadeia mudou ou porque a empresa não reorganizou sua operação com antecedência.</p>



<p>Ou seja, mesmo quando o impacto não parece tão visível na teoria, ele pode surgir na prática, escondido dentro da rentabilidade do negócio.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quando o setor da empresa pesa mais do que o empresário imagina</h2>



<p>Nem todos os setores serão afetados da mesma forma.</p>



<p>Empresas de serviços, por exemplo, costumam olhar a reforma com mais preocupação, especialmente quando já trabalham com margens pressionadas, alto peso de folha ou menor espaço para aproveitamento econômico da estrutura. Comércio e indústria também precisam de análise, mas em muitos casos a lógica da operação e dos créditos pode gerar uma leitura diferente.</p>



<p>O ponto é que não basta perguntar quanto vai mudar o imposto no país. É preciso perguntar como o seu setor será atingido, como a sua empresa se posiciona dentro dele e qual é a capacidade real de adaptação.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quando o problema está na cadeia, e não só na empresa</h2>



<p>Outro erro comum é analisar o impacto da reforma olhando apenas para dentro da própria empresa.</p>



<p>Na prática, o efeito também pode vir de fora. Fornecedores podem mudar custo, parceiros podem repassar carga, clientes podem pressionar preço, contratos podem perder equilíbrio e a concorrência pode reagir de forma diferente.</p>



<p>Então, mesmo que a estrutura interna da empresa pareça organizada, ela ainda pode sentir reflexos relevantes por causa da cadeia em que está inserida.</p>



<p>Por isso, a análise séria da reforma não deve ser apenas interna. Ela também precisa observar o mercado ao redor da empresa.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quando a empresa continua no mesmo preço por medo de perder cliente</h2>



<p>Esse é um ponto sensível.</p>



<p>Muitas empresas deixam de revisar preço porque têm receio de perder competitividade. Só que segurar preço sem entender o novo cenário tributário pode ser uma decisão perigosa. Às vezes, na tentativa de proteger o faturamento, o empresário acaba sacrificando margem sem perceber.</p>



<p>A empresa continua girando, o caixa continua entrando, mas o resultado real piora.</p>



<p>É por isso que a reforma tributária não pode ser tratada apenas como tema de apuração fiscal. Ela precisa entrar na estratégia comercial da empresa. Preço mal revisado pode ser tão prejudicial quanto tributo mal calculado.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quando o regime tributário interfere mais do que parece</h2>



<p>A dúvida sobre pagar mais ou menos imposto também passa pelo regime tributário.</p>



<p>Empresa do Simples Nacional, do Lucro Presumido ou do Lucro Real não pode partir da premissa de que a reforma terá exatamente o mesmo efeito para todos. O enquadramento atual pode continuar sendo adequado ou pode começar a perder eficiência conforme a nova lógica avança.</p>



<p>Por isso, a empresa que quiser entender se pagará mais ou menos não deve olhar apenas para a lei nova. Ela precisa revisar também se a estrutura atual continua fazendo sentido.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quando a empresa descobre tarde demais que o problema não era o imposto isoladamente</h2>



<p>Muitas vezes, o empresário só percebe que algo estava errado quando o efeito já apareceu no caixa. Ele nota perda de margem, dificuldade para sustentar preço, aumento de pressão comercial ou desorganização na operação.</p>



<p>Nesse momento, fica claro que a pergunta inicial estava mal formulada.</p>



<p>O problema não era apenas saber se o imposto aumentou ou diminuiu. O problema era entender que a reforma alterou a lógica econômica do negócio, e a empresa não se preparou para isso.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que a empresa precisa analisar antes de responder essa pergunta</h2>



<p>Antes de tentar cravar se pagará mais ou menos imposto, a empresa precisa revisar alguns pontos concretos:</p>



<p><strong>Setor econômico</strong><br>O impacto da reforma pode variar bastante conforme a atividade exercida.</p>



<p><strong>Regime tributário atual</strong><br>A estrutura atual pode continuar eficiente ou precisar de reavaliação.</p>



<p><strong>Formação de preço</strong><br>A empresa precisa entender se o preço praticado ainda protege sua margem.</p>



<p><strong>Cadeia de fornecedores e clientes</strong><br>O efeito da reforma pode vir de dentro da empresa e também de fora.</p>



<p><strong>Contratos</strong><br>Muitos negócios não estão protegidos para lidar com mudanças de custo e reequilíbrio.</p>



<p><strong>Operação interna</strong><br>Sistema, nota fiscal, cadastro e rotina fiscal também podem influenciar no resultado final.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A pior resposta é assumir que nada vai mudar</h2>



<p>Talvez a pior postura, neste momento, seja a do empresário que conclui cedo demais que a reforma não mudará nada de relevante para sua empresa.</p>



<p>Mesmo quando a carga não aparenta subir de imediato, a reforma pode mexer na competitividade, na margem, na contratação e na dinâmica comercial do negócio. E isso, por si só, já é suficiente para justificar uma revisão cuidadosa.</p>



<p>No fim, a pergunta “vou pagar mais ou menos imposto?” só faz sentido quando vem acompanhada de outra: <strong>minha empresa já começou a revisar o que realmente será impactado?</strong></p>



<p><strong>Luiz Guilherme dos Santos Silveira</strong><br>Advogado Tributarista<br><strong>Mendes e Silveira Advogados Associados</strong><br>Telefone: (67) 9812-6980</p>
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		<item>
		<title>Lucro Real, Lucro Presumido ou Simples Nacional: a reforma pode mudar a melhor escolha?</title>
		<link>https://mendessilveiraadv.com.br/lucro-real-lucro-presumido-ou-simples-nacional-a-reforma-pode-mudar-a-melhor-escolha/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[MSADV]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Apr 2026 16:45:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tributario]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mendessilveiraadv.com.br/?p=1337</guid>

					<description><![CDATA[<p>Uma das perguntas que mais devem crescer com a reforma tributária é esta: a empresa está no regime tributário mais adequado para a sua realidade ou apenas permaneceu no modelo que já vinha utilizando há anos? Muita empresa escolheu seu regime em determinado momento, validou aquela decisão com base no cenário da época e nunca mais revisou isso com profundidade. O problema é que a reforma muda a lógica da tributação sobre o consumo e pode alterar, de forma relevante, a eficiência econômica da estrutura atual. O regime que hoje parece confortável pode deixar de ser a melhor escolha quando a empresa começar a sentir, na prática, os novos efeitos sobre preço, crédito, custo e operação. Por isso, a discussão sobre Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real tende a ganhar uma nova importância. Não se trata apenas de comparar alíquotas. Trata-se de entender qual estrutura faz mais sentido diante de uma nova lógica tributária. Quando a empresa continua no mesmo regime só por hábito Essa é uma situação muito comum. A empresa entrou no Simples Nacional porque era menor, porque queria simplificar sua rotina ou porque, naquele momento, o custo parecia mais vantajoso. Ou então foi para o Lucro Presumido porque a contabilidade indicou uma carga aparentemente mais previsível. Em outros casos, está no Lucro Real porque a atividade exige mais controle ou porque já tem uma operação mais robusta. Até aqui, tudo parece normal. O problema começa quando a empresa passa anos sem revisar se aquele enquadramento ainda [&#8230;]</p>
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<p></p>



<p>Uma das perguntas que mais devem crescer com a reforma tributária é esta: a empresa está no regime tributário mais adequado para a sua realidade ou apenas permaneceu no modelo que já vinha utilizando há anos?</p>



<p>Muita empresa escolheu seu regime em determinado momento, validou aquela decisão com base no cenário da época e nunca mais revisou isso com profundidade. O problema é que a reforma muda a lógica da tributação sobre o consumo e pode alterar, de forma relevante, a eficiência econômica da estrutura atual. O regime que hoje parece confortável pode deixar de ser a melhor escolha quando a empresa começar a sentir, na prática, os novos efeitos sobre preço, crédito, custo e operação.</p>



<p>Por isso, a discussão sobre <strong>Simples Nacional</strong>, <strong>Lucro Presumido</strong> e <strong>Lucro Real</strong> tende a ganhar uma nova importância. Não se trata apenas de comparar alíquotas. Trata-se de entender qual estrutura faz mais sentido diante de uma nova lógica tributária.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quando a empresa continua no mesmo regime só por hábito</h2>



<p>Essa é uma situação muito comum. A empresa entrou no Simples Nacional porque era menor, porque queria simplificar sua rotina ou porque, naquele momento, o custo parecia mais vantajoso. Ou então foi para o Lucro Presumido porque a contabilidade indicou uma carga aparentemente mais previsível. Em outros casos, está no Lucro Real porque a atividade exige mais controle ou porque já tem uma operação mais robusta.</p>



<p>Até aqui, tudo parece normal.</p>



<p>O problema começa quando a empresa passa anos sem revisar se aquele enquadramento ainda faz sentido. Com a reforma, esse tipo de acomodação pode custar caro. O cenário muda, a lógica muda, a estrutura de crédito muda e a repercussão econômica também pode mudar. Permanecer no mesmo regime sem reavaliar a realidade do negócio deixa de ser uma decisão técnica e passa a ser apenas uma aposta.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quando o Simples Nacional já não parece tão simples</h2>



<p>Muitas empresas enxergam o <strong>Simples Nacional</strong> como sinônimo de praticidade e economia. E, de fato, para muitos negócios ele continua sendo uma alternativa importante. Mas a reforma faz crescer uma preocupação que antes nem sempre recebia a devida atenção: será que o Simples continuará sendo, em todos os casos, a opção mais eficiente do ponto de vista concorrencial e econômico?</p>



<p>Dependendo da atividade, da cadeia de clientes, da relação com fornecedores e do perfil da operação, a empresa pode começar a perceber que não basta analisar apenas a carga nominal. É preciso observar como ela se posiciona dentro do mercado, como forma preço, como se relaciona com empresas maiores e se sua estrutura continua sendo competitiva.</p>



<p>Em alguns casos, a empresa do Simples pode descobrir que está confortável do ponto de vista burocrático, mas enfraquecida do ponto de vista estratégico.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quando o Lucro Presumido parece bom no papel, mas não acompanha a operação</h2>



<p>O <strong>Lucro Presumido</strong> costuma atrair empresas que buscam previsibilidade e uma rotina menos complexa do que a do Lucro Real. Em muitos cenários, ele realmente pode ser vantajoso. Mas a reforma exige que a empresa olhe além da simplicidade aparente.</p>



<p>A empresa que está no Lucro Presumido precisa revisar se a sua margem real, sua estrutura de custo, seu setor econômico e sua dinâmica operacional continuam compatíveis com esse enquadramento. O que antes parecia eficiente pode se tornar menos interessante quando a empresa passa a conviver com uma nova lógica de tributação sobre consumo, créditos e repasse econômico.</p>



<p>O erro aqui é confiar apenas na memória do passado. O fato de o Lucro Presumido ter sido uma boa escolha até ontem não significa que continuará sendo a melhor escolha daqui para frente.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quando o Lucro Real deixa de ser visto apenas como “mais complexo”</h2>



<p>O <strong>Lucro Real</strong> muitas vezes é visto pelo empresário apenas como um regime mais pesado, mais burocrático e mais trabalhoso. Embora realmente exija mais controle e mais organização, ele não pode ser analisado apenas por esse ângulo.</p>



<p>Com a reforma, muitas empresas passarão a precisar de uma leitura mais técnica sobre crédito, estrutura de custo, margem e eficiência tributária. Em determinados casos, justamente o regime que parecia mais complexo pode oferecer uma análise mais adequada à realidade operacional da empresa.</p>



<p>O ponto não é dizer que o Lucro Real será melhor para todos. O ponto é mostrar que a comparação entre os regimes não pode mais ser feita apenas com base em impressões antigas ou na ideia de que “sempre funcionou assim”.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quando a escolha errada aparece no caixa</h2>



<p>Na prática, a escolha inadequada do regime tributário não costuma aparecer de forma imediata e escancarada. Ela vai se revelando aos poucos. A empresa continua vendendo, continua emitindo nota, continua faturando, mas a margem começa a apertar, a competitividade diminui e a estrutura se torna menos eficiente.</p>



<p>Em muitos casos, o empresário percebe o problema apenas quando compara sua operação com concorrentes, quando sente dificuldade de manter preço ou quando passa a conviver com uma pressão maior sobre o lucro.</p>



<p>É por isso que a reforma exige revisão. Não porque o regime atual necessariamente se tornou errado da noite para o dia, mas porque a empresa não deve permanecer em uma estrutura apenas por inércia.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O regime tributário precisa ser revisto junto com a operação</h2>



<p>Outro erro comum é analisar o regime tributário isoladamente. A escolha entre Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real não deve ser feita apenas olhando tabela ou alíquota. Ela precisa ser feita junto com a leitura da empresa.</p>



<p>É preciso observar o tipo de cliente, a forma de contratação, a cadeia de fornecedores, a estrutura de custo, a política de preço, a possibilidade de crescimento, a operação em mais de um município ou estado e o nível de organização interna. Quando o empresário faz essa análise de forma integrada, a decisão deixa de ser apenas fiscal e passa a ser estratégica.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A reforma aumenta a importância de revisar antes de decidir</h2>



<p>A pior forma de enfrentar a reforma é esperar o impacto aparecer para só depois pensar se a empresa está bem enquadrada. Quando o empresário deixa para revisar tarde demais, ele já está decidindo com base na pressão do problema, e não na calma do planejamento.</p>



<p>O melhor momento para revisar a estrutura tributária é antes de a nova realidade começar a apertar a operação. É nesse ponto que a empresa consegue analisar cenários, comparar caminhos e entender se o regime atual continua coerente com a sua realidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A pergunta certa não é qual regime é melhor em geral</h2>



<p>No fim, não existe resposta séria para a pergunta “qual regime será o melhor com a reforma?” feita de forma genérica. A resposta correta depende da realidade concreta de cada empresa.</p>



<p>A pergunta mais útil é outra: <strong>o regime tributário que minha empresa utiliza hoje continuará fazendo sentido diante da nova lógica da reforma?</strong></p>



<p>É essa análise que tende a separar a empresa que apenas reage das empresas que se organizam com antecedência.</p>



<p><strong>Luiz Guilherme dos Santos Silveira</strong><br>Advogado Tributarista<br><strong>Mendes e Silveira Advogados Associados</strong><br>Telefone: (67) 9812-6980</p>
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		<title>IBS, CBS e Imposto Seletivo: o que muda na prática para as empresas</title>
		<link>https://mendessilveiraadv.com.br/ibs-cbs-e-imposto-seletivo-o-que-muda-na-pratica-para-as-empresas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[MSADV]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Apr 2026 16:40:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tributario]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A reforma tributária trouxe três siglas que já começaram a entrar no vocabulário das empresas: IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e IS (Imposto Seletivo). Elas não são apenas novas nomenclaturas. Na prática, representam uma mudança relevante na forma como o consumo será tributado no Brasil, dentro da estrutura criada pela Emenda Constitucional nº 132 e regulamentada pela Lei Complementar nº 214, de 2025. O problema é que muita gente ainda acompanha esse tema apenas pela superfície. O empresário ouve que “vai simplificar”, escuta que vários tributos serão substituídos e conclui que basta esperar o contador se adaptar. Só que o impacto real não fica restrito ao cálculo do imposto. Ele alcança preço, contrato, rotina operacional, sistema, nota fiscal e até a forma como a empresa organiza suas compras e vendas. As orientações oficiais para 2026 já mostram que a entrada em vigor exige adaptação prática dos contribuintes, inclusive na emissão de documentos fiscais. O que é a CBS na prática A CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) é o tributo federal criado para substituir a lógica de incidência hoje ligada principalmente ao PIS (Programa de Integração Social) e à COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) dentro do novo modelo. Ela passa a integrar a estrutura da reforma como a parcela da União sobre o consumo. Na prática, isso interessa à empresa porque a CBS entra na operação do dia a dia. Não é um tema abstrato. Ela impacta a forma de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A reforma tributária trouxe três siglas que já começaram a entrar no vocabulário das empresas: <strong>IBS (Imposto sobre Bens e Serviços)</strong>, <strong>CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços)</strong> e <strong>IS (Imposto Seletivo)</strong>. Elas não são apenas novas nomenclaturas. Na prática, representam uma mudança relevante na forma como o consumo será tributado no Brasil, dentro da estrutura criada pela Emenda Constitucional nº 132 e regulamentada pela Lei Complementar nº 214, de 2025.</p>



<p>O problema é que muita gente ainda acompanha esse tema apenas pela superfície. O empresário ouve que “vai simplificar”, escuta que vários tributos serão substituídos e conclui que basta esperar o contador se adaptar. Só que o impacto real não fica restrito ao cálculo do imposto. Ele alcança preço, contrato, rotina operacional, sistema, nota fiscal e até a forma como a empresa organiza suas compras e vendas. As orientações oficiais para 2026 já mostram que a entrada em vigor exige adaptação prática dos contribuintes, inclusive na emissão de documentos fiscais.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que é a CBS na prática</h2>



<p>A <strong>CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços)</strong> é o tributo federal criado para substituir a lógica de incidência hoje ligada principalmente ao <strong>PIS (Programa de Integração Social)</strong> e à <strong>COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social)</strong> dentro do novo modelo. Ela passa a integrar a estrutura da reforma como a parcela da União sobre o consumo.</p>



<p>Na prática, isso interessa à empresa porque a CBS entra na operação do dia a dia. Não é um tema abstrato. Ela impacta a forma de apuração, o destaque fiscal, o aproveitamento de créditos e a lógica da operação. Para o empresário, isso significa que o custo tributário federal sobre consumo deixa de ser analisado pela lógica antiga e passa a exigir uma nova leitura da operação.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que é o IBS na prática</h2>



<p>O <strong>IBS (Imposto sobre Bens e Serviços)</strong> é o tributo que compõe a parte estadual e municipal da nova estrutura. Ele foi concebido para substituir a lógica hoje vinculada ao <strong>ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços)</strong> e ao <strong>ISS (Imposto Sobre Serviços)</strong>, reunindo em um modelo mais uniforme a tributação sobre bens e serviços nessas esferas.</p>



<p>Na vida real da empresa, isso importa muito. O IBS não é apenas uma troca de nome. Ele altera a lógica da tributação sobre operações e reforça a incidência no destino, o que afeta empresas que vendem para outros municípios ou estados, empresas com atuação regional e negócios com cadeias mais complexas. A reforma foi desenhada justamente com base nessa lógica de tributação no destino.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que é o Imposto Seletivo</h2>



<p>O <strong>IS (Imposto Seletivo)</strong>, também chamado de <strong>Imposto Seletivo</strong>, tem uma função diferente. Ele não foi criado para ser o tributo geral do consumo, mas para incidir sobre bens e serviços definidos em lei como prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. O próprio Governo Federal apresenta essa finalidade extrafiscal como um dos pilares do novo tributo.</p>



<p>Isso significa que nem toda empresa será afetada da mesma forma pelo Imposto Seletivo. Mas, para setores que possam estar dentro dessa incidência, o tema precisa ser acompanhado de perto, porque o impacto pode ser relevante no custo da operação e no preço final.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quando a empresa acha que é só troca de sigla</h2>



<p>Essa é uma leitura perigosa. Muita empresa escuta IBS, CBS e IS e trata tudo como se fosse apenas uma mudança de nomenclatura. Não é.</p>



<p>O que está acontecendo é uma mudança de lógica. A empresa que continuar tratando tributação sobre consumo da mesma forma que tratava antes corre o risco de manter preço antigo para uma estrutura nova, usar contrato antigo para um custo novo e operar com sistema antigo para uma obrigação nova.</p>



<p>Em outras palavras, o risco não está só na lei. O risco está em continuar administrando o negócio como se nada tivesse mudado.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quando o problema aparece no preço</h2>



<p>Uma das situações mais reais é a seguinte: a empresa continua vendendo normalmente, mas não revisa sua estrutura de custo tributário. Em um primeiro momento, ela sente pouca diferença. Depois, começa a perceber que a margem apertou, que o preço não foi montado corretamente ou que o contrato não protege o repasse do impacto.</p>



<p>Esse é o tipo de problema que não aparece de uma vez. Ele vai surgindo aos poucos, escondido dentro da operação. E, quando o empresário percebe, já está tomando decisão em cima de lucro menor, caixa pressionado ou negociação mal posicionada.</p>



<p>Por isso, entender IBS, CBS e Imposto Seletivo não é decorar conceito. É proteger a rentabilidade do negócio.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quando a empresa depende de sistema e nota fiscal</h2>



<p>Outro ponto prático é a operação. A Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS já publicaram orientações para a entrada em vigor de CBS e IBS em 2026, inclusive prevendo adaptação na emissão de documentos fiscais e regras de transição com caráter educativo. Também já há manual técnico para integração de sistemas e cálculo desses tributos.</p>



<p>Isso mostra que a reforma não ficará apenas no plano jurídico. A empresa precisará olhar para <strong>ERP (Enterprise Resource Planning)</strong>, parametrização fiscal, emissão de nota, cadastro de itens, classificação de operações e rotina interna. Quem não se preparar pode acabar entendendo a regra, mas errando na execução.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quando o empresário percebe que não é só questão de imposto</h2>



<p>No fim, IBS, CBS e Imposto Seletivo não mudam apenas a forma de recolher tributo. Eles obrigam a empresa a rever como vende, como compra, como contrata, como documenta e como calcula sua própria margem.</p>



<p>É por isso que a pergunta mais importante não é apenas “o que é IBS, CBS e IS”. A pergunta certa é: <strong>como essas mudanças atingem a realidade da minha empresa?</strong></p>



<p>Para algumas empresas, o impacto maior estará no preço. Para outras, no contrato. Para outras, no sistema ou no regime. Mas praticamente nenhuma empresa séria deveria tratar esse tema como algo distante.</p>



<p><strong>Luiz Guilherme dos Santos Silveira</strong><br>Advogado Tributarista<br><strong>Mendes e Silveira Advogados Associados</strong><br>Telefone: (67) 9812-6980</p>
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